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Uma Fotografia de Quem é Deus

De Dentro Geral Em 27/03/2019


UMA FOTOGRAFIA DE QUEM É DEUS

Em nosso caminho quaresmal, chegamos ao quarto domingo da quaresma, o Domingo da alegria, colocando em relevo a alegria de Deus, ternura, misericórdia, a vida do homem e a sua salvação.

Temos o evangelho do pai e dos dois[R1] filhos, mais conhecido como a parábola do “filho pródigo”. Esta página de São Lucas é um vértice de espiritualidade e da literatura de todos os tempos. De fato, o que seria nossa cultura, arte e até nossa civilização sem essa revelação de um Deus Pai cheio de misericórdia? Que nunca deixa de nos mover e toda vez que a escutamos a parábola ou a lemos, podem sempre sugerir novos significados. Lucas 15,1-3.11-32 é uma história imortal que, apesar de sua brevidade, delineia de maneira inesquecível a misericórdia de Deus e a não-misericórdia dos homens.

Acima de tudo, este texto evangélico tem o poder de nos falar sobre Deus, para nos fazer conhecer o seu rosto e, melhor ainda, o seu coração. Depois que Jesus nos falou sobre o Pai misericordioso, as coisas não são mais as mesmas de antes, agora conhecemos a Deus: ele é nosso Pai, que por amor nos criou livres e dotados de consciência; que sofre se ao nos ver perdidos e celebra se voltamos.

Monte das Bem Aventuranças

Monte das Bem Aventuranças

A parábola é uma maravilhosa fotografia de quem é Deus. A história, como se sabe, apresenta um pai com dois filhos adultos e uma fazenda para ser administrada. O filho mais velho não dá problemas, ele é sério, trabalhador, respeitoso com o pai, já o menor, por outro lado, é inquieto, intolerante à monotonia cotidiana e quer ver o mundo, entregar-se à boa vida. Por isso, ele pede ao pai e obtém sua parte de herança e vai para longe, onde pode beber à vontade. Não se preocupando com o futuro, esbanja seus bens e logo se vê na pobreza e forçado a trabalhar (no trabalho mais “sujo” que os judeus poderiam conceber: cuidar dos porcos) e, mesmo assim, sofrendo de [R1] fome, ele lembra que na casa de seu pai até os empregados tinham muito o que comer.

A comparação o leva a decidir: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros” (Lucas 15:18,19). Dito e feito: esfarrapado e com fome, ele volta para casa. O pai, apesar de ter respeitado sua liberdade [R1] e mesmo com seus erros, nunca deixou de desejar seu arrependimento. Então, quando ele o viu “ele sentiu pena dele, correu para encontrá-lo, se jogou ao pescoço e o beijou”. Deu ordens aos criados da casa para colocá-lo de pé com honra (colocando seu vestido mais bonito, sandálias e anel no dedo,) e para sacrificar o bezerro gordo mantido para as grandes ocasiões: “nós comemos e comemoramos, porque este meu filho estava morto e voltou à vida, ele foi perdido e foi encontrado”. (Lucas 15:22-24).

O significado da história é claro. Jesus apresenta naquele pai “o” Pai, seu Pai e nosso, o “Pai nosso que está no céu”. E esse filho implacável reflete, muito ou pouco, como somos. Até mesmo o filho mais velho que, como traz a parábola, não aceita o comportamento do pai: ” Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado” (Lucas 15:30). Em vão o pai também se dirige com ternura: “Filho, tu estás sempre comigo; tudo o que é meu é teu …” e apela aos afetos, lembrando-o de que o outro é seu irmão “era necessário celebrar e alegrar, porque este teu irmão morreu e voltou à vida, foi perdido e foi encontrado”. (Lc. 15,32).

Belém

Belém

De acordo com critérios de justiça estrita, o filho mais velho pode não estar totalmente errado. Mas a pessoa não vive apenas pela justiça. O filho mais velho com sua mesquinhez mostra que não tem coração, que é insensível até aos laços familiares, enfim, não sabe amar ou reconhecer o amor que o cerca. Tendo que [R1] escolher entre os dois irmãos, a simpatia vai para o menor, que certamente estava errado, mas foi capaz de se arrepender, enquanto o outro não se distancia de sua mesquinhez.

Nos dois, no entanto, emerge a figura sublime do pai, que corre em direção ao filho que retorna e ao outro se[R1] lembra de nunca ter deixado de amá-lo. É ele, o pai, o verdadeiro protagonista da história, a quem para isso seria mais apropriado mudar o título tradicional, substituindo-o por “A parábola do pai misericordioso”. Essa parábola manifesta o amor de Deus por nós de forma mais eficiente do que muitas definições. E quanto a nós, a parábola nos impele a voltar ao Pai, se estivermos longe e reconhecermos seu amor, se estivermos com ele, aprendamos com ele a perdoar uns aos outros para renovar as relações entre nós com base no amor, como Ele faz conosco.

Mar da Galiléia

Mar da Galiléia

Fonte: Bíblia Sagrada

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