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São Roque: o santo que protege contra epidemias e pestes

De Dentro Vida dos Santos Em 03/04/2020


A humanidade vem passando por um momento singular.  A pandemia que assola o mundo nos faz lembrar que a fé e exemplos de superação são aliados indispensáveis para este momento. Como exemplo, temos São Roque, um santo de bastante devoção no Brasil. A vida deste santo nos serve como ensinamento. Mas quem foi São Roque?

Igreja de São Roque

Nasce um milagre

Nascido em 1295 em na cidade de Montpellier, na França, Roque era filho de João e Libéria. Seu pai, João, era um rico mercador que também tinha funções governamentais na cidade. O nascimento de Roque foi recebido pelo casal como um verdadeiro milagre. Libéria já em idade avançada tinha poucas chances de engravidar, mas sendo muito devota a Nossa Senhora pode ver suas suplicas concedidas e teve seu tão querido filho. Roque nasce, para a surpresa de todos, com um sinal: uma cruz vermelha em seu peito.

Uma fé fervorosa

A gratidão e a devoção de Libéria a Nossa Senhora foram transmitidas para seu filho através de uma educação voltada aos ensinamentos do Senhor. Roque herdou de sua mãe todos os ensinamentos de fé e devoção seguindo sempre o exemplo de Jesus Cristo.  A fé de Roque ajudou-o a passar por um momento bastante difícil: a morte de seus pais. Com vinte anos ele se vê sozinho e com uma grande fortuna deixada por seus pais. Mas, ao contrário do que muitos fariam, Roque não usou seus bens para proveito próprio.

Um novo caminho

A grandiosa herança de Roque não o deslumbrou. Seguindo os preceitos recebidos por seus pais, ele doa toda a sua herança para os mais necessitados e deixa para o tio os imóveis, já que dada a pouca idade não poderia administrar. Deixando para trás sua cidade natal e os estudos em medicina Roque parte, então, para um novo caminho e segue em peregrinação a Roma em estado de pobreza.

O mal que se alastrava

A Itália foi um dos primeiros lugares no Ocidente a ser atingida pela Peste Negra. Ao chegar a Toscana, Roque se depara com a terrível epidemia que se alastrava sem controle, matava com rapidez e era extremamente contagiosa. Assistindo a todo o sofrimento e diante de hospitais e hospedarias lotados, ele não teve dúvidas e se oferece para trabalhar como voluntário.

O sinal da Cruz

Seguindo por sua peregrinação no auxílio aos enfermos, Roque passou por várias cidades e foi em Acquapendente que operou as primeiras curas milagrosas apenas  fazendo  o sinal da cruz diante do doente. Sua missão de entrega e caridade continuava e seu dom de cura foi levado a  muitas outras cidades como Cesena, Mântua, Modena, Parma, entre outras muitas. Por onde passava milagres de cura eram operados.

Uma vida de entrega

Por onde quer que a peste vitimasse  pessoas, Roque estava lá para consolá-las. Sempre buscando confortar e curar os enfermos.  O santo ficou conhecido por afastar a epidemia toda vez que se aproximava de um doente. Muitos brincavam que a Peste Negra tinha medo de São Roque. Foi em meio aos cuidados com os inválidos e doentes que São Roque contraiu a terrível doença, além dos sintomas comuns aos doentes, ele também foi cometido por uma ferida em sua perna esquerda. Ciente da extrema lotação dos hospitais, com a finalidade de não ocupar mais um leito e não contaminar outras pessoas, ele parte para um autoexílio.

Ninguém está só

Tomado pela decisão de se isolar, pensando no bem do próximo, São Roque vai para uma cabana abandona na floresta. Nessa época duas coisas curiosas acontecem; em primeiro, ele vê nascer uma fonte de água na qual ele pôde saciar sua sede e lavar suas feridas. Em segundo, já quase morrendo de fome, ele encontra um cachorro passa a lhe levar  um pão todos os dias. O dono do cachorro, ao observar as saídas do cão, resolve segui-lo e acaba encontrando Roque. O homem, que se chamava Gottardo Palastrelli, permaneceu algum tempo com Roque e teve sua vida modificada, convertendo-se para o cristianismo por intercessão do santo.

O retorno à França

Após o tempo de reclusão na cabana, e curado, São Roque decide retornar a sua terra natal, Montpellier. Vale lembrar que nessa época a França encontrava-se em guerra e esse foi um dos móvitos que explicam a prisão de São Roque. Assim que retorna a sua cidade de origem, sem ser reconhecido nem mesmo por seu tio, ele é tido como espião e condenado à prisão.

Provação

A prisão foi algo injusto e fonte de muita humilhação para São Roque. No entanto, mais uma vez o santo seguiu os preceitos de humildade e resiliência que sempre guiaram sua vida. Ele ficou preso por cinco anos. No dia 16 de agosto de 1327 seu corpo foi encontrado em sua cela. O carcereiro que o encontrou, que era manco desde pequeno, ao tocar o corpo de São Roque foi curado. E este ficou conhecido como o primeiro milagre póstumo de São Roque.  Ao tirarem a sua roupa para o sepultamento puderam notar a cruz e, então, reconheceram se tratar de São Roque. A partir de então, a fama de sua santidade se espalhou por toda a França e posteriormente ultrapassou continentes.

Como São Roque pode nos ajudar hoje?

Vivemos em meio ao desconhecido. A pandemia mundial fez com que nos voltássemos a uma reflexão profunda. Neste momento podemos nos voltar para o exemplo de Santos como Santa Virgínia Centurione, Santa Marianne Cope que assim como São Roque passaram por epidemias que pareciam apocalípticas, mas com a fé alentada em Jesus Cristo puderam suplantar o momento de dor. Nós, católicos, sempre tivemos muita devoção e confiança em São Roque. Sabemos que por ser padroeiro contra epidemias e pestes ele atua em situações que parecem ser impossíveis e este é um alento no momento atual. Devemos nos lembrar de  que os santos veem para nos fazer rememorar  que a direção a ser tomada é a de Jesus Cristo e para Ele nada é impossível! Que nós tenhamos em nossos corações o exemplo vivo de São Roque, que seguindo os ensinamentos do nosso Senhor, foi curado e curou muitas pessoas. Que a vida de resiliência e abnegação de São Roque possa  servir de exemplo e conforto para crermos num futuro melhor.

Santos que passaram por epidemias e pestes

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