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Santos Católicos e Ortodoxos: a representação na Iconografia

De Dentro Vida dos Santos Em 22/01/2020


Após a celebração do Concílio Vaticano II, foi reaberto um caminho para a restauração da comunhão visível entre a Igreja Católica Romana e as Igrejas Ortodoxas, que passam a se reconhecer novamente como “igrejas irmãs”.
Mesmo que esse objetivo ainda não tenha sido alcançado – e para isso se compromete o diálogo teológico oficial entre as duas Igrejas, – a atitude que deve animar tanto os católicos quanto os ortodoxos é olhar para a outra Igreja com amor e caridade fraterna, removendo qualquer obstáculo.

Na Igreja Católica e na Ortodoxa algumas pessoas são oficialmente reconhecidas como santas.

Elas são vistas como tendo feito algo de extraordinário ou tendo uma especial proximidade com Deus. A veneração dos santos, em latim, cultus, ou o culto dos santos, descreve uma especial devoção aos santos populares. Embora o termo “culto” seja frequentemente utilizado, significa apenas prestar honra ou respeito. O Culto Divino está devidamente reservado apenas para Deus e nunca para o Santos.
Desde os primórdios do cristianismo, os santos foram venerados particularmente junto com Maria, Mãe de Deus, (Theotokos) e os Santos Anjos como fontes de auxílio e intercessão.

Essas Igrejas baseiam sua crença na comunhão dos santos proferida no Credo Niceno-Constantinopolitano e nas passagens bíblicas: “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações e intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens” (I Tm. 2, 1).
Um santo pode ser designado como um santo padroeiro de causas específicas ou profissões, ou invocado contra doenças específicas ou catástrofes, mas isso é somente pensamento popular, não sendo uma doutrina oficial da Igreja, pois, os santos não têm poderes próprios.

A canonização

O processo de reconhecimento oficial de um santo é chamado, tanto na Igreja Católica quanto na Igreja Ortodoxa de canonização. Isto só pode ter lugar após a sua morte uma vez que a mais santa pessoa enquanto viver pode cair em pecado mortal até o último momento.
No total, mais de 2.500 pessoas foram canonizadas ao longo dos anos da Igreja Ortodoxa Russa, enquanto que de acordo com a Bibliotheca Sanctorum, organizada durante o Concílio Vaticano II, a lista de Santos, Veneráveis, Servos de Deus e Beatos da Igreja Católica, ultrapassa 30 mil nomes catalogados.

Numa tentativa de síntese entre as duas Igrejas, optamos por apresentar alguns elementos da iconografia, que na tradição cristã valoriza as imagens de Jesus Cristo, da Virgem, dos santos, dos anjos, episódios da Sagrada Escritura, a vida dos santos e outros personagens, pintando-os nos ícones.
Segundo o dogma, já aprovado no século VIII e reconhecido pela Igreja Católica e Ortodoxa, respeitar o ícone significa respeitar a imagem nele representada

A principal diferença entre os ícones e a pintura com temas religiosos – que também existe na cultura ortodoxa – é que o ícone, embora seja uma obra de arte, é um objeto sagrado, possui uma força específica e dedicada, especialmente para a oração, não para simples contemplação. A força particular dos ícones é explicada porque, de acordo com o ponto de vista da Igreja, o próprio santo está presente na imagem consagrada do santo, assim como Deus estava presente em sua encarnação humana: Jesus Cristo.

Embora o fenômeno dos ícones pintados também exista no catolicismo, é muito mais típico em todas as igrejas ortodoxas, incluindo a russa. Sem ícones, você não pode imaginar um templo ortodoxo, nem a casa de qualquer crente. Um dos primeiros pintores de ícones foi o evangelista São Lucas, que fez o retrato de Nossa Senhora ainda vivo.

Os ícones e suas características

Uma das características principais dos ícones é o seguimento dos cânones e a simbologia. Tudo na pintura faz algum sentido, incluindo as cores usadas e a posição das mãos de Cristo ou dos santos. Antigamente, essa linguagem de símbolos era facilmente compreendida por todos, mas agora a maioria das pessoas não sabe como interpretá-la.
Um dos símbolos mais importantes é o círculo, que significa eternidade, e pode ser visto em muitos ícones que representam Cristo e a Virgem. Além disso, a perspectiva inversa pode ser vista com frequência nos ícones, o que significa abertura a Deus e ao infinito.

As cores também têm uma simbologia forte. O ouro é a cor de Deus e a sua luz; vermelho é a cor do amor e da vida, e é por isso que é usado nas imagens da ressurreição de Cristo, mas ao mesmo tempo é a cor do sangue e do sofrimento, e é por isso que os mártires são representados com roupas vermelhas; branco é a cor da pureza divina e da santidade; azul é a cor do céu e do outro mundo; verde é a cor da natureza e da juventude e é frequentemente usado em ícones dedicados ao Natal.

Os ícones na Rússia são tradicionalmente pintados em uma placa de madeira, e os tamanhos variam dos pequenos, que podem ser colocados em uma bolsa, aos de tamanho natural, que são colocados nas grandes catedrais. No entanto, existem ícones pintados em papel ou tela, na parede, esculpidos ou bordados e aqueles que são usados durante as procissões.

Durante dois mil anos da história do cristianismo, surgiram centenas de imagens, dentre as quais se distinguem alguns tipos mais difundidos. São os ícones que representam o dogma da Santíssima Trindade, os ícones das diferentes representações de Cristo, os ícones de Nossa Senhora, os ícones dos santos, os dedicados aos feriados cristãos e os que representam alguns episódios da história sagrada ou da vida dos santos.

Peregrinando com a SacraTour você pode compreender o que é o ícone e entender sua importância na Igreja Ortodoxa cristã, para os cristãos do Oriente e os católicos de rito bizantino. Essa “imagem” ou “retrato”, pode ser poeticamente definida como “uma janela aberta no céu” ou metaforicamente “um tratado de teologia das cores”. O ícone também é chamado de “Bíblia em imagens” ou “janela aberta para o céu” porque é o meio pelo qual a Igreja atesta visualmente a verdade revelada da fé.

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