Blog Sacratour

4003-6134 ou pelo whats app! [email protected]

Generic selectors
Apenas correspondências exatas
Pesquisar por Título
Pesquisar por Conteúdo
Pesquisar nas postagens
Pesquisar nas paginas
Menu
SacraTour

Turismo Religioso

Santa Helena

De Dentro Geral, Terra Santa Em 17/08/2018


Em 18 de agosto, a Igreja celebra a memória de Santa Helena. Na iconografia oriental, ela é retratada junto ao seu filho, o imperador Constantino (274-337), ambos colocados aos lados da Cruz, e tal representação é devida aos dois grandes méritos dos quais se revestem mãe e filho. Helena encontrou a verdadeira Cruz do martírio de Jesus e Constantino deu liberdade de culto para os cristãos, que por trezentos anos eram perseguidos e mortos por causa da fé.

O nome de Santa Helena (Flavia Iulia Helena) reconduz imaginariamente a origens prestigiosa, porque era a mãe do Imperador, mas na realidade não é assim. Ela nasceu em 248 da era cristã em Drepamim, na Bitínia (antiga região, que foi reino autônomo e província romana, situada na parte norte ocidental da Ásia Menor). Era descendente de uma família humilde, mas casou-se com um tribuno militar chamado Constâncio Cloro, mesmo sendo de grau social inferior. Desse casamento nasceu Constantino, em 274, o qual Helena criou com amor e dedicação, após ser repudiado por seu marido, devido a manobras politicas. Em 305, Constâncio tornou-se imperador, e, por conseguinte, à sua morte, Constantino foi proclamado Augusto, com o objetivo de reunificar o império romano sob o seu poder. Em 306, Helena torna-se imperatriz-mãe, e passa a residir em Roma, e como tinha acesso ao tesouro imperial, além de viver em oração, multiplicou as doações para as edificações e a vida das igrejas. Socorria os pobres com roupas e dinheiro, e graças à sua intercessão, salvou numerosos prisioneiros condenados à prisão, trabalhos forçados ou exílio.

 

A corajosa peregrina em Jerusalém

Financiada pelo filho Constantino, Helena realizou uma peregrinação penitencial à Terra Santa. Foi uma viagem e ao mesmo tempo uma peregrinação, sendo a precursora de milhões de peregrinos que viriam depois por amor a Cristo e por conhecimento das coordenadas geográficas da própria fé. Tinha um objetivo não só espiritual, mas também científico. Por isso, junto a ela, pode ter sido formado um grupo de pesquisadores, estudiosos, religiosos dedicados à prática especiais de culto, para os quais, os lugares santos, os objetos, os sinais concretos da vida de Cristo, fossem tomados como vias de interpretação da mensagem cristã. Seguindo seu interesse e intuição, Helena iniciou na Terra Santa, uma pesquisa sistemática e organizada, dispondo, praticamente, de recursos ilimitados. Percorrendo, assim os lugares da vida de Jesus, assinalados pelas escavações, Helena, inicia a proteger os achados, ordenando a construção da Basílica da Natividade em Belém e da Ascensão, sobre o Monte das Oliveiras. A tradição relata que Helena, subindo ao Gólgota para purificar o sacro lugar porque os romanos haviam construído templos pagãos sobre o monte, descobriu a verdadeira Cruz de Cristo. Conta-se também, que Helena tenha encontrado os instrumentos da Paixão, os quais estão guardados e venerados na Basílica romana de Santa Cruz de Jerusalém, que ela ordenou a construção depois dessa descoberta. As santas relíquias são: parte da Cruz de Cristo, o titulus crucis (a placa com a inscrição), a cruz de um dos ladrões, a esponja que foi embebida de azeite, um prego e parte da coroa de espinhos.

 

 

Helena, uma mulher Santa na Encruzilhada De Dois Mundos

“Há mulheres que não só marcam o seu tempo, mas também antecipam o futuro. Helena entendeu que vivia entre dois mundos, o pagão e o cristão, e soube olhar para os dois: imperatriz e santa, mulher de poder e peregrina na Palestina. Será graças a ela que Constantino se aproximou da fé cristã e concederá depois a liberdade de culto para os cristãos” (Raffaela De Santis, da La Repubblica, 14 aprile 2013). Era uma mulher consciente de si e se via como um instrumento da Providência por estar ao lado de um imperador romano com um imenso poder militar e político.

 

A morte

Helena morreu com cerca de 80 anos (329) e o seu corpo foi transportado para Roma e sepultado na Via Labicana, em um sarcófago de pórfiro, colocado em um esplêndido mausoléu de forma circular com uma cúpula, que se pode admirar, e vale a pena ir para vê-lo – junto às catacumbas de Santa Inês.
Logo após sua morte, Helena foi considerada santa tanto no Ocidente como no Oriente. Quando os peregrinos chegavam à Roma, não deixavam de visitar o seu sarcófago, situado na entrada da Basílica de São Marcelinho e Pedro. É uma das primeiras santas não mártir (e não monja) da tradição hagiográfica. Ela representou aos olhos da Igreja, o modelo de santa imperial na situação de poder e de riqueza, sendo uma mulher que soube dominar estas realidades sem deixar-se dominar pelas mesmas. Hoje o sarcófago de Santa Helena é conservado nos Museus Vaticano.

 

Nas Pegadas De Santa Helena

Em nossas peregrinações, além de toda a espiritualidade que envolve os roteiros da SacraTour, temos primado pelo conhecimento que se pode adquirir em cada passo que damos rumos ao mistério de nossa fé, que aos poucos se revela de acordo com a dinâmica na qual envolvemos nossos peregrinos. Hoje, nosso conhecimento tem como mestra a própria Santa Helena, que com sua história e testemunho nos coloca nas pegadas de Cristo.

 

 

Santa Helena, precursora dos peregrinos à Terra Santa, rogai por nós..

 
Fonte:

  • Extraído de MARIO SCUDU, Pazze per Dio. Profilo storico spiritual de 40 santas e beatas, 2013.

 



Conheça nossos roteiros de viagens religiosas


Nós temos condições especiais pra você, entre em contato com a gente: [email protected] ou pelo whats app!

Compartilhe!

Posts Relacionados

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.