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PASCOELA

De Dentro Geral Em 01/04/2021


Você já ouviu falar sobre a Pascoela? Sabe como é comemorada e qual seu significado? Pois é isso que vamos tratar nesse texto! Você vai saber a origem da Pascoela e como são as comemorações atualmente pelo mundo e principalmente na Terra Santa. Ficou curioso?

Então antes de falarmos sobre a Pascoela, vamos falar de algo muito importante que está relacionado com ela!

A celebração mais importante da Igreja

Em nosso último post falamos um pouco sobre a celebração mais importante para a igreja católica: a Semana Santa. Neste período, celebramos a Morte, a Paixão e a Ressurreição de Jesus Cristo. É um momento de profunda reflexão e também uma grande oportunidade de voltarmos nossa atenção para os ensinamentos legados por Jesus Cristo em seus últimos dias. São sete dias em que os cristãos buscam refletir o mistério maior de nossa fé, ou seja, a vida, a cruz, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

Os sete dias da Semana Santa são dedicados a celebrações e momentos de oração e reflexão. Dentre os sete dias, há um maior destaque para o Tríduo Pascal. Em outras palavras, o Domingo de Ramos, a Quinta-feira Santa, a Sexta-feira Santa e o Sábado Santo, seguindo da celebração do Domingo da Ressureição.

Antes de falarmos um pouco mais sobre a Pascoela, vamos relembrar a importância do Tríduo Pascal.

O Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo! Momento em que nos nutrimos com o amor e o exemplo de Jesus!

Ao termino da Quaresma, nós entramos na semana mais importante do nosso tempo litúrgico. Dada a importância deste momento, convidamos Pe. Nilson Caetano Ferreira para nos falar um pouco sobre esta celebração:

“Ao longo do caminho nós nos fazemos com Jesus. Na quinta-feira Santa nós iniciamos esse caminho com Ele de forma muito bonita, tranquila e serena. Ele nos convida a vivenciar a Quinta-feira Santa, a celebração dos Santos óleos, quando nossos bispos abençoam os óleos do crisma, dos catecúmenos e os óleos dos enfermos. E, ao mesmo tempo convidam os sacerdotes a reafirmarem o compromisso de serviço.

Depois, à noite, na quinta-feira, nós celebramos com todos os nossos irmãos e irmãs em nossas paróquias. A celebração do mandamento novo, da instituição do sacerdócio e do lava-pés. “ Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. ” Lavai os pés uns dos outros, por isso, nas comunidades, nós nos comprometemos com o Cristo que levantando-se da Ceia, lava os pés de seus discípulos. E nós devemos lavar os pés também de nossos irmãos e irmãs.

Sexta-feira Santa

Depois, Ele vai para o Monte das Oliveiras em oração. Nós somos convidados, logo depois da celebração da Santa Missa, a estarmos com Cristo durante toda a Sexta-feira e até às três horas da tarde em adoração. Depois das três horas, nós celebramos aquele momento bonito: quando Cristo morre na Cruz.

“Pai, em tuas mãos entrego o meu espirito. ” No Sábado, temos na missa a bênção do fogo novo, a missa da bênção da água com a renovação dos nossos compromissos batismais. E, se houver batismo, também somos convidados nesse dia a participarmos de batismos de adultos.

Três dias com Cristo

E por fim, nós celebramos a feliz ressureição com a missa da madrugada. Foi no momento em que Madalena foi ao Sepulcro e vê que a pedra está exportada dali e ela encontra-se com os anjos “ Não está mais ali, Ressuscitou!” Então, temos três dias sequenciais muito bonitos que passamos com Cristo, Nosso Senhor, para chegarmos com ele à ressureição. Ele nos convida a viver a alegria da ressureição todos os dias de nossas vidas, pois Ele está conosco! ”

Após o Domingo de Páscoa, existe um celebração que nem todos conhecem: a Pascoela.

Pascoela: o que é?

A Pascoela acontece logo após o Domingo de Páscoa e representa um prolongamento desta data. A Pascoela é um momento de festividade para nós, cristãos. O termo pode ser entendido como um diminutivo da própria palavra Páscoa.

Para sabermos mais sobre a Pascoela, convidamos Pe. João Ozório de Oliveira para nos explicar melhor o sentido da Pascoela.

A origem da Pascoela

Segundo Pe. João Ozório, a Pascoela é “Uma antiga tradição da Igreja em tempos remotos. A celebração da Páscoa era também marcada pela celebração dos batizados e os catecúmenos eram apresentados para o batizado nessa por ocasião da celebração da Páscoa. Esta comemoração, esta celebração, se prolongava ao longo de uma semana.

Então, Pascoela nada mais é do que o prolongamento das celebrações pascoais. Isso se prolongava durante toda semana até o domingo seguinte, ou seja, o primeiro domingo depois da Páscoa. É o que chamamos de Pascoela. Com as reformas religiosas e litúrgicas e sobretudo a reforma do Vaticano as comemorações caíram em desuso.

Mas a celebração da Pascoela permanece sobretudo na Europa como uma tradição influenciada pela cultura cristã.

As celebrações atuais da Pascoela

A Pascoela continua muito forte e é muito comum a celebração tanto na Europa como aqui no Brasil em muitos ambientes. Hoje em dia, celebra-se mais como uma tradição cultural em relação a Páscoa do que propriamente uma celebração litúrgica

A Pascoela em Emaús

É no evangelho de São Lucas que encontramos a passagem do encontro de Jesus com Cléopas, esse estava viajando com um colega em direção a Emaús:

“E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús.
E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido.
Aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles.” (Lucas 24,13-15)

A partilha do Pão

Inicialmente Cléopas não reconheceu Jesus, eles falavam das tristezas dos últimos dias com a morte de Jesus Cristo. Como já era tarde eles pediram para que Jesus continuasse com eles durante a refeição:

“E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
Aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu.
Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?
E na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles,
Os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão.
E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles fora conhecido no partir do pão.
E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco.”(Lucas 24, 29-36)

A Pascoela em Emaús

A SacraTour esteve em Israel pela Semana Santa em 2019, antes da pandemia.  E estendemos nossa permanência até a segunda-feira de Páscoa para a celebração do encontro de Jesus com os discípulos de Emaús.

Jesus caminhava com Cléopas e Simeão que contam com pesar o falecimento do Senhor. Jesus procura de todas as formas mostrar através escrituras que isso era necessário que acontecesse para sua glória. Porém foi a partir do pão que ele foi reconhecido. Assim também acontece em todas as nossas celebrações até hoje.

Como é a Pascoela em Emaús nos nossos dias

A celebração começa com a procissão até o altar, como Jesus fez com seus discípulos. Depois segue com a partilha da palavra nos ajudando a rever a nossa própria história pela Luz da Ressurreição de Jesus.

Durante a celebração em Emaús, a partilha do pão no Altar nos faz reconhecer a presença de Jesus entre nós. O Custódio da Terra Santa, que presidiu a celebração, lembra que Jesus nos oferece uma leitura Pascal de tudo o que acontece mesmo experiências negativas e sofrimento de morte. Se não lermos a luz da páscoa o que acontece conosco, podemos sofrer de uma dor que nos derrota. A história dos discípulos de Emaús faz pensamos sobre a história de cada um de nós nesse momento de pandemia, onde estamos angustiados.

Mas é preciso lembrar que o senhor vê o nosso cansaço e não nos deixa sozinhos. E mesmo que não reconheçamos, ele continua caminhando conosco. O ato de Partir do Pão, com o próximo, nos mostra que Ele se faz presente.

Ao final, após a comunhão, o Custódio entrega um a um os pães abençoados. Neste momento somos convidados a levar para nossas casas o pão da partilha.

Lembrando-nos de que é partilhando o que temos com o próximo que fazemos parte com Jesus.”

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