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Os Desertos da Terra Santa

De Dentro Geral, Terra Santa Em 13/01/2020


Atualizado em 23/06/2020

 

O deserto sempre inspirou a curiosidade humana. Afinal, como pode existir vida e moradia num lugar que parece tão inóspito!? Além disso, os desertos espalhados pelo mundo sempre foram palco de histórias repletas de mistérios e ensinamentos. Quem não se lembra de filmes e narrativas que se passam no deserto?! E o deserto é, sem dúvida, um bom lugar para continuarmos Peregrinando de Casa pela Terra Santa. Se você também tem interesse de saber mais sobre desertos que foram importantes na história da humanidade, acompanhe nosso texto! Ele vai te levar a um passeio pelos desertos.

Iniciamos nossa peregrinação pelo deserto com a informação de que os principais desertos citados nas Sagradas Escrituras se localizam no Sul e no Oriente de Israel. Dentre eles o deserto do Sinai, da Judeia, de Neguiev e de Jericó. Agrupam-se os primeiros na Península do Sinai. Os outros, encontram-se nas outras regiões do país. Veremos como o povo de Deus conviveu com essas áreas inóspitas.

 

Deserto do Sinai:

Começamos pela Península do Sinai, uma fronteira no norte do Egito entre o continente africano e o continente asiático, é um território mágico e lendário, fascinante pelos cenários extraordinários que oferece, mas também por sua carga espiritual.

De acordo com a tradição, de fato, as montanhas da Península do Sinai se tornaram o cenário da aventura bíblica do Êxodo e o local onde Moisés recebeu os Dez Mandamentos: mesmo para os não-crentes, esta é uma terra cuja sacralidade é fortemente percebida. O Mosteiro de Santa Catarina é um lugar muito visitado pelos peregrinos e é o mais antigo reduto cristão construído há mais de 1.500 anos e declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO.

Resistente e mágico, o deserto do Sinai é um local que ensina o valor da paciência e do silêncio, onde a natureza se manifesta em toda a sua força e magnificência. Nesse lugar, recebeu Israel a lei de Moisés. Um lugar realmente muito significativo para nós e que inspira calma e paz.

 

Deserto da Judeia:

Passamos do deserto do Sinai, rumo ao deserto da Judeia que está localizado a leste de Jerusalém e desce ao Mar Morto. Podemos nos lembrar que em muitos períodos da história antiga, o deserto da Judeia era um importante local de refúgio. Davi se escondeu do rei Saul “E vieram os zifeus a Saul, a Gibeá, dizendo: Não está Davi escondido no outeiro de Haquilá, defronte de Jesimom?

Então Saul se levantou e desceu ao deserto de Zife, e com ele três mil homens escolhidos de Israel, a buscar a Davi no deserto de Zife. E acampou-se Saul no outeiro de Haquilá, que está defronte de Jesimom, junto ao caminho; porém Davi ficou no deserto, e viu que Saul vinha seguindo-o no deserto”. (1 Sam. 26, 1–3)

Podemos nos lembrar de outro momento emblemático envolvendo o deserto; quando Jesus jejuou ali quarenta dias e quarenta noites (Mateus 4, 1–11; Marcos 1, 12–13). Visto que aqueles que viajavam sozinhos nesta área eram presas fáceis, Jesus pôs a parábola do bom samaritano na estrada que vai de Jerusalém a Jericó pelo deserto da Judeia (Lucas 10, 25–37).

 

Deserto de Neguev:

Israel é uma nação pequena e 62% do seu território é composto pelo deserto de Neguev. Este deserto tem uma cor vermelha brilhante e é caracterizado por formações rochosas espetaculares.

Seus visitantes poderão explorar sua imensidão inexplorada – silenciosa e majestosa. Além disso, o deserto está cheio de vestígios de civilizações antigas (como suas colheitas) e sítios arqueológicos.

O Neguev oferece o cenário perfeito para conhecer as tribos beduínas ou o povo do deserto. Parece um local perfeito para àqueles que gostam de peregrinar em meio a clama e ao inexplorado, não é mesmo?!

 

Deserto de Jericó:

Seguimos nossa peregrinação agora pelo deserto de Jericó, que fica no território benjamita. Esse desolado território forma um longo desfiladeiro rochoso com cerca de 15 quilômetros que desce de Jerusalém a Jericó. Nessa área, há muitas cavernas, nas quais escondem-se malfeitores. Essa região serviu de cenário para a Parábola do Bom Samaritano, contada por Jesus Cristo:

“ Certa ocasião, um perito na lei levantou-se para pôr Jesus à prova e lhe perguntou: “Mestre, o que preciso fazer para herdar a vida eterna? ” “O que está escrito na Lei? ”, respondeu Jesus. “Como você a lê? ” Ele respondeu: “‘Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento’ e ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Disse Jesus: “Você respondeu corretamente. Faça isso, e viverá”. Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é o meu próximo? ” Em resposta, disse Jesus: “Um homem descia de Jerusalém para Jericó, quando caiu nas mãos de assaltantes. Estes lhe tiraram as roupas, espancaram-no e se foram deixando-o quase morto. Aconteceu estar descendo pela mesma estrada um sacerdote. Quando viu o homem, passou pelo outro lado. E assim também um levita; quando chegou ao lugar e o viu, passou pelo outro lado. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, quando o viu, teve piedade dele. Aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Depois colocou-o sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. Quando eu voltar lhe pagarei todas as despesas que você tiver’. “Qual destes três você acha que foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? ” “Aquele que teve misericórdia dele”, respondeu o perito na lei. Jesus lhe disse: “Vá e faça o mesmo” (Lucas 10,25-37)

Assim como a parábola que acabamos de ler, também o deserto pode nos inspirar um cenário árduo e de difícil entendimento. Mas devemos nos inspirar nas palavras de Jesus para atentarmos nosso olhar e percebemos que dentro de um deserto que aparentemente nos mostra só solidão e escassez, na verdade, há uma bela oportunidade de nos voltarmos para nossos próprios desertos interiores e, dessa forma, percebermos as possibilidades e riquezas que não se pode ver facilmente. Peregrinar por caminhos e lugares diferentes dos que estamos acostumados nos leva a essa possibilidade, podemos descobrir ensinamentos e riquezas em lugares áridos.

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