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Nossa Senhora de Fátima

De Dentro Geral Em 13/05/2020


Você conhece a história de Nossa Senhora de Fátima?

Nós aprendemos, e já nem sabemos quando, que Nossa Senhora apareceu a 3 pastorinhos em Fátima, no interior de Portugal e, quando muito, sabemos que foi lá no início do século passado – afinal, já temos lembrança que foi comemorado o centenário das aparições, não é mesmo?

Mas e se perguntarmos sobre quem eram estas crianças, o que Nossa Senhora lhes falou, como isso tem a ver com os nossos dias e o que podemos mudar a partir dessa aparição, você saberia responder?

Então, prepare-se e mergulhe conosco na história da aparição de Nossa Senhora em Fátima!

“Memórias da Irmã Lúcia” – As Aparições em Fátima

Dia 13 de maio de 1917 – Andando a brincar com a Jacinta e o Francisco, no cimo da encosta da Cova da Iria, a fazer uma paredita em volta duma moita, vimos, de repente, como que um relâmpago.

– É melhor irmos embora para casa, – disse a meus primos – que estão a fazer relâmpagos; pode vir trovoada.

– Pois sim.

Lúcia, Francisco e Jacinta.

E começamos a descer a encosta, tocando as ovelhas em direção à estrada. Ao chegar, mais ou menos a meio da encosta, quase junto duma azinheira grande que aí havia, vimos outro relâmpago e, dados alguns passos mais adiante, vimos, sobre uma carrasqueira, uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz, mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Paramos surpreendidos pela aparição. Estávamos tão perto, que ficávamos dentro da luz que A cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio de distância, mais ou menos.

Então Nossa Senhora disse-nos:

– Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.

– De onde é Vossemecê? – lhe perguntei.

– Sou do Céu.

– E que é que Vossemecê me quer?

– Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.

– E eu também vou para o Céu?

– Sim, vais.

– E a Jacinta?

– Também.

E o Francisco?

– Também, mas tem que rezar muitos terços.

Lembrei-me, então, de perguntar por duas raparigas que tinham morrido há pouco. Eram minhas amigas e estavam em minha casa a aprender a tecedeiras com minha irmã mais velha.

– A Maria das Neves já está no Céu?

– Sim, está.

Parece-me que devia ter uns 16 anos.

– E a Amélia?

– Estará no purgatório até ao fim do mundo.

Parece-me que devia ter de 18 a 20 anos.

– Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?

– Sim, queremos.

– Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.

Foi ao pronunciar estas últimas palavras (a graça de Deus, etc.) que abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos. Então, por um impulso íntimo também comunicado, caímos de joelhos e repetíamos intimamente:

– Ó Santíssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, meu Deus, eu Vos amo no Santíssimo Sacramento.

Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:

– Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.

Em seguida, começou-se a elevar serenamente, subindo em direção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que a circundava ia como que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivo por que alguma vez dissemos que vimos abrir-se o Céu.

Parece-me que já expus, no escrito sobre a Jacinta ou numa carta, que o medo que sentimos não foi propriamente de Nossa Senhora, mas sim da trovoada que supúnhamos lá vir; e dela, da trovoada, é que queríamos fugir. As aparições de Nossa Senhora não infundem medo ou temor, mas sim surpresa.

Era o ano de 1916. Perto da Cova da Iria, a família de Lucia de Jesus, então com 9 anos, tinha um pequeno terreno cultivável onde ela e seus dois primos, Francisco, de 8 anos, e Jacinta, 6 anos, conduziam um pequeno rebanho. Assim, para os preparar para o encontro Com Nossa Senhora, os Pastorinhos foram visitados pelo Anjo.

1 – As aparições do Anjo

1ª Aparição – ainda na primavera, na Loca do Cabeço, tendo almoçado e feito sua oração, os pastorinhos começaram a ver, a alguma distância, sobre as árvores que se estendiam em direção ao Nascente, uma luz mais branca que a neve, transparente, com a forma de um jovem, mais brilhante que um cristal atravessado pelos raios do Sol. À medida que se aproximavam, podiam distinguir suas feições. Num misto de surpresa e meditação, em silêncio, ouviram o Anjo lhes dizer: “Não temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo: Meu Deus eu creio, adoro, espero e amo– Vos. Peço-Vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam. Orai assim: Os Corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas súplicas”. Relata a Irmã Lúcia: “A atmosfera do sobrenatural que nos envolveu era tão intensa que quase não dávamos conta da própria existência, por um grande espaço de tempo, permanecendo na posição em que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma oração. A presença de Deus sentia-se tão intensa e íntima, que nem mesmo entre nós nos atrevíamos a falar. No dia seguinte, sentíamos o espírito ainda envolvido por essa atmosfera que só muito lentamente foi desaparecendo. Nesta Aparição, nenhum pensou em falar, nem em recomendar o segredo. Ela de si o impôs. Era tão íntima que não era fácil pronunciar sobre ela a menor palavra. Fez-nos, talvez, também, maior impressão, por ser a primeira assim manifesta” (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

2ª Aparição – já na primavera, com sol a pino, provavelmente em junho, no poço, o Anjo lhes aparece mais uma vez e diz: “Que fazeis? Orai, orai muito. Os Corações Santíssimos de Jesus e Maria têm sobre vós desígnios de misericórdia. Oferecei constantemente, ao Altíssimo, orações e sacrifícios”. Perguntaram, então, ao Anjo, “Como nos havemos de sacrificar?”, ao que o Anjo respondeu “De tudo que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores. Atraí assim, sobre a vossa Pátria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda, o Anjo de Portugal. Sobretudo, aceitai e suportai, com submissão, o sofrimento que o Senhor vos enviar”. Estas palavras do Anjo gravaram em seus corações e lhes fizeram compreender quem era Deus, como os amava e queria ser amado; o valor do sacrifício, e como o sacrifício Lhe era agradável, como por atenção ao sacrifício oferecido, convertia os pecadores. Daí em diante começaram a oferecer ao Senhor tudo que os mortificava, mas sem procurar outras mortificações ou penitências, exceto a de passarem horas seguidas prostrados por terra, repetindo a oração que o Anjo os tinha ensinado (in Segunda Memória da Irmã Lúcia).

3ª Aparição – provavelmente entre o fim de setembro e início de outubro, novamente na Loca do Cabeço, apareceu o Anjo trazendo na mão um cálice e sobre ele uma Hóstia, da qual caíam, dentro do cálice, algumas gotas de sangue. Deixando o cálice e a Hóstia suspensos no ar, prostrou-se em terra e repetiu o Anjo três vezes a oração: “Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores”. Depois, levantando-se, tomou de novo na mão o cálice e a Hóstia e deu a Lúcia a Hóstia e o que continha o cálice deu-o a beber a Jacinta e Francisco, dizendo, ao mesmo tempo: “Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus” e prostrando-se por terra, o Anjo repetiu novamente três vezes a primeira oração e desapareceu. Sobre as aparições do Anjo, Lúcia afirma que “gosto muito de ver o Anjo; mas o pior é que, depois, não somos capazes de nada. Eu nem andar podia, não sei o que tinha! Apesar de tudo, foi ele [Francisco] quem se deu conta, depois da terceira aparição do Anjo, das proximidades da noite. Foi quem disso nos advertiu e quem pensou em conduzir o rebanho para casa.” Passados os primeiros dias e recuperado o estado normal, perguntou o Francisco:

– O Anjo, a ti, deu-te a Sagrada Comunhão; mas a mim e à Jacinta, o que Ele nos deu?
– Foi também a Sagrada Comunhão? – respondeu a Jacinta, numa felicidade indizível.
– Não vês que era o Sangue que caía da Hóstia?
– Eu sentia que Deus estava em mim, mas não sabia como era!

E prostrando-se por terra, permaneceu por largo tempo, com a sua Irmã, repetindo a oração do Anjo: Santíssima Trindade…, etc. (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

2 – As Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhoss

Era 13 de maio de 1917. As três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta, apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Fátima, concelho de Vila Nova de Ourém (hoje diocese de Leiria-Fátima), Portugal.

Casa de Santa Jacinta e São Francisco Marto em Valinhos

Já estava perto das 12 horas, haviam acabado de rezar seu habitual terço e brincavam de levantar uma pequena casa de pedras soltas (onde hoje está a Basílica). De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão iluminou o espaço, e viram em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma “Senhora mais brilhante que o sol”, de cujas mãos pendia um terço branco.

A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e à mesma hora. As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de junho, julho, setembro e outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho, para Vila Nova de Ourém.

Na última aparição, a 13 de outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a “Senhora do Rosário” e que fizessem ali uma capela em Sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em julho e setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.

Resumo das Mensagens em cada Aparição:

1ª Aparição – 13 de maio: “Não tenhais medo. Eu não vos faço mal”. “De onde é Vossemecê?” “Sou do Céu… e vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora. Depois, vos direi quem sou e o que quero… Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?… Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra” (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

2ª Aparição – 13 de junho: “Vossemecê que me quer?” “Quero que venhais aqui no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias e que aprendam a ler. Depois direi o que quero…” “Queria pedir-Lhe para nos levar para o Céu”. “Sim; a Jacinta e o Francisco levo-os em breve. Mas tu ficas cá mais algum tempo. Jesus quer servir-Se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração” Foi no momento em que disse estas últimas palavras que abriu as mãos e comunicou, pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela os pastorinhos viam como que submergidos em Deus. (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

3ª Aparição – 13 de julho: “Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem, que continuem a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer”. “Queria pedir-Lhe para nos dizer Quem é, para fazer um milagre com que todos acreditem que Vossemecê nos aparece”. “Continuem a vir aqui todos os meses. Em outubro direi Quem sou, o que quero e farei um milagre que todos hão-de ver, para acreditar. Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, em especial sempre que fizerdes algum sacrifício: ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores; para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao Meu Imaculado Coração. (…) Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. (…) Virei pedir a consagração da Rússia ao Meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a Meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o Meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-Me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé. (…) Quando rezais o terço, dizei, depois de cada mistério: Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem” (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

4ª Aparição – 19 de agosto: (nos Valinhos) “Quero que continueis a ir à Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar o terço todos os dias. No último mês, farei o milagre, para que todos acreditem”. “Que é que Vossemecê quer que se faça ao dinheiro que o povo deixa na Cova da Iria?” “Façam dois andores… O dinheiro dos andores é para a festa da Nossa Senhora do Rosário e o que sobrar é para a ajuda duma capela que hão de mandar fazer (…) Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores, que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique e peça por elas” (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

Capelinha das Aparições em Fátima

5ª Aparição – 13 de setembro: “Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra… Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia” (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

6ª Aparição – 13 de outubro: chovia muito. Estando presentes cerca de 70.000 pessoas, a Nossa Senhora aparece-lhes diz que é a “Senhora do Rosário” e que fizessem ali uma capela em sua honra. Depois da aparição, todos os presentes observaram o milagre prometido às três crianças em julho e setembro: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Em poucos minutos todos ficaram secos, mesmo após quatro horas seguidas de muita chuva. “Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o terço todos os dias (…) Não ofendam mais a Deus Nosso Senhor que já está muito ofendido.” E ao abrir suas mãos, fê-las refletir no sol. E, enquanto que se elevava, continuava o reflexo da Sua própria luz a projetar-se no sol. (in Quarta Memória da Irmã Lúcia).

3 – As Aparições a Lúcia

Posteriormente, sendo Lúcia religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente em Espanha (10 de dezembro de 1925 e 15 de fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração. Este pedido já Nossa Senhora o anunciara em 13 de julho de 1917.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de verão e inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia a dia, num montante anual de seis milhões. Este 2020, em virtude da pandemia, foi o primeiro ano que não tiveram peregrinos na celebração do 12 e 13 de maio. Entretanto, o Santuário transmitiu todas suas celebrações nas TV’s portuguesas e online, para que os peregrinos do mundo inteiro pudessem estar presentes. Ao final da celebração do 13 de maio, uma carta do Papa Francisco aos peregrinos foi lida lembrando a mensagem de esperança deixada por Nossa Senhora deixou aos pastorinhos em 13 de junho de 1917: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

4 – O Segredo de Fátima

Você certamente já ouviu falar sobre os segredos de Fátima. São mensagens reveladas para os pastorinhos e que Nossa Senhora pediu que não contassem a ninguém e assim o fizeram – não revelando nem mesmo quando o Administrador os prendeu e ameaçou mandar fritar em azeite a ferver – sendo revelado por Lúcia em 31 de agosto de 1941, na carta escrita em Tuy ao Bispo D. José Alves Correia da Silva, quando ela diz ser “chegado o momento” de falar do segredo, acrescentando: “Bem; o segredo consta de três coisas distintas, duas das quais vou revelar”. (Abaixo o relato de Lucia)

1ª. Consta da visão do inferno
“A primeira foi, pois, a vista do inferno! Nossa Senhora …. Ao dizer estas palavras, abriu de novo as mãos como nos dois meses passados. O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo, mergulhados nesse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que deles mesmas saíam juntamente com nuvens de fumo, caindo de todos os lados semelhante ao cair das fagulhas nos grandes incêndios, sem peso, nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis e asquerosas de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes como negros carvões em brasa. Esta visão foi um momento, e graças à Nossa boa Mãe do Céu, que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu. Se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.”

*No jornal O Século, de 23 de julho de 1917, lia-se: ouviu-se um ruído semelhante ao ribombar do trovão, prorrompendo as crianças num choro aflitivo, fazendo gestos epiléticos e caindo depois em êxtase.

2ª. A Devoção ao Meu Imaculado Coração com a comunhão reparadora nos primeiros sábados e a Consagração da Rússia

“Vistes o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz: a guerra vai acabar. Mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir, virei pedir a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia converter-se-á e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas: por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia que se converterá e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal conservar-se-á sempre o dogma da fé(…)”

3ª Parte do segredo.

Quanto à terceira parte do segredo, encontrando-se Lúcia doente, em Tuy, descreveu-a em 3 de janeiro de 1944, também por ordem do Bispo de Leiria, entregando-a num envelope fechado. Lúcia diz nessa carta:

“Escrevo em ato de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia. Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe.

Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos numa luz imensa que é Deus: “algo semelhante a como se veem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meio em ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e várias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de várias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em à mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.”

INTERPRETAÇÃO DO “SEGREDO”

Em encontro da Irmã Lúcia com o Papa João Paulo II, eles discutiram sobre a terceira parte do segredo de Fátima estar intimamente vinculado com o atentado sofrido pelo santo padre em 13 de maio de 1981.

O encontro da Irmã Lúcia com Sua Ex.cia Rev.ma D. Tarcisio Bertone, Secretário da Congregação para a Doutrina da Fé. A Irmã Lúcia estava lúcida e calma, dizendo-se muito feliz com a ida do Santo Padre a Fátima para a Beatificação de Francisco e Jacinta, há muito desejada por ela.

Com o auxílio do Bispo de Leiria-Fátima, foi lido e interpretado o texto original (da terceira parte do segredo), que é em língua portuguesa. A Irmã Lúcia concorda com a interpretação segundo a qual a terceira parte do “segredo” consiste numa visão profética, comparável às da história sagrada. Ela reafirma a sua convicção de que a visão de Fátima se refere sobretudo à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, e descreve o imane sofrimento das vítimas da fé no século XX.

À pergunta: “A personagem principal da visão é o Papa?”, a Irmã Lúcia responde imediatamente que sim e recorda como os três pastorinhos sentiam muita pena pelo sofrimento do Papa e Jacinta repetia: “Coitadinho do Santo Padre. Tenho muita pena dos pecadores!” A Irmã Lúcia continua: “Não sabíamos o nome do Papa; Nossa Senhora não nos disse o nome do Papa. Não sabíamos se era Bento XV, Pio XII, Paulo VI ou João Paulo II, mas que era o Papa que sofria e isso fazia-nos sofrer a nós também”.

Quanto à passagem relativa ao Bispo vestido de branco, isto é, ao Santo Padre — como logo perceberam os pastorinhos durante a “visão” — que é ferido de morte e cai por terra, a irmã Lúcia concorda plenamente com a afirmação do Papa: “Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre agonizante deteve-se no limiar da morte” (João Paulo II, Meditação com os Bispos Italianos, a partir da Policlínica Gemelli, 13 de maio de 1994).

Uma vez que a Irmã Lúcia, antes de entregar ao Bispo de Leiria-Fátima de então o envelope selado com a terceira parte do “segredo”, tinha escrito no envelope exterior que podia ser aberto somente depois de 1960 pelo Patriarca de Lisboa ou pelo Bispo de Leiria, o Senhor D. Bertone pergunta-lhe: “Porquê o limite de 1960? Foi Nossa Senhora que indicou aquela data?”. Resposta da Irmã Lúcia: “Não foi Nossa Senhora; fui eu que meti a data de 1960 porque, segundo intuição minha, antes de 1960 não se perceberia, compreender-se-ia somente depois. Agora pode-se compreender melhor. Eu escrevi o que vi; não compete a mim a interpretação, mas ao Papa”.

 

Encerrando o encontro da Lucia com o Papa, houve a celebração da Santa Missa presidida por João Paulo II com a presença do Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado, pronunciou em português as palavras seguintes:

“Embora os acontecimentos a que faz referência a terceira parte do “segredo” de Fátima pareçam pertencer já ao passado, o apelo à conversão e à penitência, manifestado por Nossa Senhora ao início do século vinte, conserva ainda hoje uma estimulante atualidade. “A Senhora da Mensagem parece ler com uma perspicácia singular os sinais dos tempos, os sinais do nosso tempo. (…) O convite insistente de Maria Santíssima à penitência não é senão a manifestação da sua solicitude materna pelos destinos da família humana, necessitada de conversão e de perdão” [João Paulo II, Mensagem para o Dia Mundial do Doente – 1997 n. 1, em: Insegnamenti di Giovanni Paolo II, XIX-2 (Città del Vaticano 1996), 561].”

5 – Cronologia

22-03-1907 – Nascimento de Lúcia de Jesus.

Quarto de Lúcia

11-06-1908 – Nascimento de Francisco Marto.

11-03-1910 – Nascimento de Jacinta Marto.

1916 – Aparições do Anjo, na primavera, verão e outono.

1917 – Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria nos dias 13 dos meses de maio, junho, julho, setembro e outubro; em agosto, no dia 19, nos Valinhos.

04-04-1919 – Morte do vidente Francisco Marto, em Aljustrel, vítima da epidemia da Febre Espanhola.

Túmulo de Francisco Marto

28-04-1919 – Início da construção da Capelinha das Aparições.

20-02-1920 – Morte da vidente Jacinta Marto, no Hospital de Dª Estefânia, em Lisboa, vítima da epidemia da Febre Espanhola.

Túmulo de Santa Jacinta Marto e Irmã Lúcia, dentro da Basílica de Nossa Senhora do Rosário

16-06-1921 – Lúcia vai para o Porto para o Instituto entregue às Religiosas de Santa Doroteia.

13-10-1921 – É permitida a primeira celebração da Missa junto à Capelinha das Aparições.

06-03-1922 – A Capelinha das Aparições é parcialmente destruída num atentado – sendo restaurada um ano depois.

03-05-1922 – Abertura do processo canônico sobre os acontecimentos de Fátima.

10-12-1925 – Aparição de Nossa Senhora à Lúcia pedindo a devoção dos Cinco Primeiros Sábados, em Pontevedra, Espanha.

15-02-1926 (e 17-12-1927) – Aparição do Menino Jesus insistindo na Devoção dos Cinco Primeiros Sábados, em Pontevedra, Espanha.

26-06-1927 – O Bispo de Leiria preside, pela primeira vez, a uma cerimónia oficial na Cova da Iria, depois da bênção das estações da Via-Sacra, desde o Reguengo do Fetal (11 Kms).

13-05-1928 – Lançamento da primeira pedra da Basílica.

 

13-06-1929 – Lúcia tem a visão da Santíssima Trindade e do Imaculado Coração de Maria, com o seu Coração cercado de espinhos, pedindo ao Santo Padre a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, em união com todos os Bispos do Mundo, em Tuy, Espanha.

Basílica de Nossa Senhora do Rosário

13-10-1930 – Pela Carta Pastoral “A Divina Providência”, o Bispo de Leiria declara “dignas de crédito as visões das crianças na Cova da Iria” e permite oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima.

13-05-1931 – Primeira Consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria, feita pelo Episcopado Português, no seguimento da Mensagem de Fátima.

13-10-1942 – As mulheres portuguesas oferecem uma coroa preciosa à Nossa Senhora em agradecimento por Portugal ter sido livre da II Guerra Mundial.

 

31-10-1942 – Pio XII, falando em português pela rádio, consagra o Mundo ao Imaculado Coração de Maria, com menção velada da Rússia, segundo o pedido de Nossa Senhora.

13-05-1947 – Imagem Peregrina inicia viagem pelos países da Europa, destruídos pela guerra.

07-07-1952 – Consagração dos Povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, pelo Papa Pio XII.

07-10-1953 – Sagração da Igreja do Santuário de Fátima.

12-11-1954 – O Papa Pio XII concede o título de Basílica menor à Igreja do Santuário.

21-11-1964 – Ao encerrar a 3ª sessão do Concílio Ecumênico Vaticano II, o Papa Paulo VI anuncia diante dos 2.500 padres conciliares, a concessão da Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima.

13-05-1967 – O Papa Paulo VI desloca-se a Fátima, no cinquentenário da 1ª Aparição de Nossa Senhora, para pedir a paz no mundo e a unidade da Igreja. A Irmã Lúcia desloca-se a Fátima.

12/13-05-1982 – O Papa João Paulo II vem em peregrinação a Fátima agradecer por ter escapado com vida, um ano antes, na Praça de S. Pedro, e, de joelhos, consagra a Igreja, os Homens e os Povos, com menção velada da Rússia, ao Imaculado Coração de Maria.

12/13-05-1991 – O Papa João Paulo II vem pela segunda vez a Fátima, como peregrino, no 10º aniversário do seu atentado na Praça de S. Pedro, no Vaticano, presidindo à Peregrinação Internacional Aniversária.

04-06-1997 – A Assembleia da República Portuguesa eleva a Vila de Fátima à categoria de cidade.

Basílica da Santíssima Trindade

13-05-2000 – Beatificação de Francisco e Jacinta Marto, por ocasião da 3ª visita do Papa João Paulo II a Fátima.

13-02-2005 – Falecimento da Ir. Lúcia.

02-04-2005 – Falecimento de João Paulo II.

13-02-2008 – O Papa Bento XVI autorizou abreviar o prazo canônico para abertura do processo de beatificação da Irmã Lúcia. O anúncio foi feito pelo Cardeal D. José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos.

12/14-05-2010 – Peregrinação a Fátima do Santo Padre Bento XVI, que entrega a 2ª Rosa de Ouro ao Santuário.

13-05-2013 – Consagração do Pontificado do Papa Francisco a Nossa Senhora de Fátima.

13-05-2017 – Comemoração do Centenário das Aparições de Fátima e Canonização de Santa Jacinta e São Francisco Marto.

04-04-2019 – Celebração do Centenário da Morte de São Francisco Marto.

20-02-2020 – Celebração do Centenário da Morte de Santa Jacinta Marto.

13-05-2020 – Primeira vez que a Celebração do 13 de Maio é realizada sem a presença dos peregrinos, em virtude da Pandemia causada pelo Coronavírus.

Santuário sem peregrinos na Celebração do 13 de maio de 2020

Oração a Nossa Senhora de Fátima

Santíssima virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Amém!

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