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Maria, Mãe peregrina

De Dentro Geral, Vida dos Santos Em 25/04/2019


Maria, Mãe peregrina

Na história dos Evangelhos, uma das características claramente perceptíveis de Jesus é o fato de Ele estar “a caminho”. Ele nasceu sem um lar, como recém-nascido teve que viajar para se refugiar num país estrangeiro, nos anos de pregação se movia com passo acelerado, passando de uma aldeia para outra, de cidade em cidade, de lugares desertos para praças, da casa para a sinagoga, da estrada para o campo, da costa do mar para a montanha: quando “se aproxima o tempo de passar deste mundo para o Pai” (Jo 13, 1), ele toma “a firme decisão de partir para Jerusalém” (Lc 9, 51). Finalmente ele morre ao ar livre, no auge de uma via crucis. Ele mesmo é “o caminho” (Jo 14: 6). Com um “segue-me”, Ele envolveu muitos a partirem com Ele: mesmo depois de sua morte, seus discípulos são reconhecidos como “os do caminho” (Atos 9: 2). Pedro compreendeu bem a identidade do Mestre quando o anunciou com esta sentença concisa: “Deus consagrou a Jesus de Nazaré no Espírito Santo e poder, que passou fazendo o bem e curando a todos” (Atos 10:38). A imagem que fascinou os primeiros convertidos ao cristianismo é a de um Jesus andando guiado pelo Espírito Santo e fazendo o bem onde passava.

BASÍLICA-DE-SANTA-CLARA-ASSIS-ITÁLIA

BASÍLICA-DE-SANTA-CLARA-ASSIS-ITÁLIA

Maria, sua Mãe, se parece com ele nisso. A imagem de Maria peregrina surge claramente nos Evangelhos e sempre foi proveitosa para a reflexão em toda a história da Igreja. Maria está sempre à caminho; Ela sai, caminha, se move muito mais do que as mulheres de seu tempo. Seus movimentos entre Nazaré, Aim Karim, Belém, Jerusalém, Egito são acompanhados por um dinamismo interno muito mais intenso. Toda a sua vida é uma jornada, uma “peregrinação de fé” (Lumen Gentium 58). A Mariologia conciliar destaca esta “peregrinação” de Maria, reconhecendo nela um modelo permanente para toda a Igreja. Não só isso. A própria Maria é o caminho que conduz a Cristo, o caminho que leva ao “Caminho”. É aquela que indica o Caminho, bem representada na iconografia. Somos, portanto, chamados a seguir esta “peregrinação” de Maria na trilha que nos é oferecida pelos Evangelhos.

A Bíblia é um livro cheio de estradas e jornadas, a história entre Deus e a humanidade é um entrelaçamento dinâmico entre ir e vir, partindo e retornando, entre o êxodo e o advento. A caminhada de Maria se enquadra neste movimento, neste sistema de encontro divino-humano, sempre aberto ao inesperado, à surpresa e à novidade, mas sempre guiado pelo vento do Espírito.

Santa Missa

Santa Missa

A história do Evangelho sobre Maria, na verdade, abre com a pequena aldeia de Nazaré e fecha com a cidade de Jerusalém. Ambos os lugares são como um vislumbre onde a terra se abre para o céu, como um trampolim onde a casa abre a porta para um caminho. Em ambos, o “poder do Altíssimo” irrompe. No primeiro, o Espírito desce silenciosamente como “sombra de cobertura” (Lc 1,35), no segundo em que o mesmo Espírito se faz presente por meio de um “rugido de vento impetuoso” (Atos 2,1). Existe uma espécie de maravilhosa “inclusão antropológica”. De um lugar para outro, a grande aventura se desenvolve não só de Maria, mas de toda a humanidade que caminha no encontro de um Deus surpreendente.

No caminho da fé de Maria, existe uma circularidade entre descobrir o sinal de Deus nos outros e ser um sinal de Deus para os outros. Esta é a maravilhosa solidariedade entre os crentes. O encontro entre Maria e Isabel revela-se no esplendor da sua beleza.

IG-S-FRANCISCO-LANCIANO-ITÁLIA

IG-S-FRANCISCO-LANCIANO-ITÁLIA

Entregue completamente a Deus, empenhada em avançar constantemente na “peregrinação da fé”, Maria se afinou lenta e profundamente com Deus. Através de sua fé viva, ela chega a um forte entendimento com ele, a uma aclimatação de todo o seu ser. Esfera divina, consegue ter uma profunda intuição do pensamento de Deus, saber discernir espontaneamente sua vontade, sentir o coração de Deus pulsando dentro de si mesma, a Carta aos Hebreus, louvando a fé dos antepassados ​​de Israel, diz de Moisés que ele viveu “como se visse o invisível” (Hb 11:27). Assim Paulo, tendo alcançado um grau de união com Cristo para poder dizer “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl 2,20), afirma sem retórica e sem ostentação: “Temos o pensamento de Cristo” (1Cor 2,16). Tudo isso pode ser dito de Maria.

FATIMA

FATIMA

A Mãe, que iniciou Jesus em sua jornada terrena, agora acompanha a Igreja em sua peregrinação no mundo e na história. Diante disso, é importante que aprendamos a associar a peregrinação de Maria à nossa experiência de peregrinos, para que caminhemos nos ensinamentos de seu Filho Jesus.

Maria, Mãe Peregrina, rogai por nós!

Fonte:
Lumen Gentium
Biblia Sagrada

Prof. Delci Filho

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