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Iconografia mariana

De Dentro Geral, Vida dos Santos Em 25/04/2019


Iconografia mariana

A palavra “ícone” vem do grego e significa “imagem”. Um ícone tem um papel muito diferente das inúmeras imagens que nos bombardeiam todos os dias. Um ícone não é nem uma fotografia nem um retrato, mas sim uma imagem que nos convida a rezar. Como os Evangelhos, no entanto, em forma visual, nos ajuda a nos comunicar o tipo de relacionamento que Deus quer ter conosco.

FATIMA

FATIMA

Como o patriarca Bartolomeu escreveu sobre a Igreja Ortodoxa Grega, “um ícone não é uma simples pintura religiosa – nem é, por definição, um objeto religioso. É certamente um assunto com o qual o espectador, o devoto, entra em um diálogo silencioso através do sentido da visão. Para um cristão ortodoxo, o encontro com o ícone é um ato de comunhão com a pessoa nele representada”.

Tradicionalmente, os ícones são feitos com uma base de madeira tratada receber a pintura adequadamente. O tipo de pintura usado nos ícones é conhecido como “tempera”, uma antiga técnica na qual os pigmentos coloridos se misturam com gema de ovo e água. Este tipo de pintura é muito diferente do acrílico ou do óleo. A aplicação de cores requer muita paciência, a partir das cores mais escuras às mais claras, muitas vezes exigindo várias camadas de sombreamento aplicadas uma sobre a outra com extremo cuidado.

Como vimos anteriormente, o símbolo iconográfico era o meio de expressar a espiritualidade das Sagradas Escrituras, que, em sua simplicidade, impeliram a mente e o coração dos fiéis a compreender os símbolos e a penetrar no mistério. A imagem foi um meio que ajudou a entender a linguagem da antiga comunidade cristã, e foi a base para a educação no catecumenato.

SANTUÁRIO-DA-CONSOLATA---TURIM---ITÁLIA

SANTUÁRIO-DA-CONSOLATA—TURIM—ITÁLIA

A busca por uma expressão popular imediatamente legível e compreensível para todos, portanto, torna-se peculiar na arte religiosa, que é enriquecida – desde as origens do cristianismo até o seu apogeu na Idade Média – por uma linguagem fortemente simbólica.

O tema iconográfico mais rico e complexo da arte cristã é o de Maria, cuja devoção popular levou à criação de uma quantidade grande e diversificada de imagens, tornando a classificação extremamente complicada. Uma ajuda para classificar os assuntos de uma imagem pode ser os Títulos Marianos.

Títulos Marianos são atributos usados no culto cristão a Maria, Mãe de Jesus para especificar suas características ou invocar seu nome. Esses títulos foram estabelecidos ao longo dos milênios com base nas definições dadas pelos Padres da Igreja, na veneração das imagens sagradas e nas alegadas aparições da própria Maria.

Desde os primeiros tempos da catequese cristã sobre Maria, a Igreja se utilizou como recurso de aprendizagem as imagens marianas, pois, a comunidade cristã reconheceu na fé que tudo a respeito de Maria se refere a Cristo, e essa convicção que transparece em todos os lugares, nos textos litúrgicos e nas reflexões dos Padres da Igreja, também vemos nas imagens tradicionais da Virgem Mãe, cuja origem está intimamente ligada aos edifícios de culto. Porque durante séculos a celebração litúrgica e a imagem cristã têm o mesmo objeto, o Mistério da fé e, as diferentes imagens marianas, ou melhor, os diferentes tipos iconográficos marianos, que correspondem aos diferentes aspectos da figura de Maria em relação ao mistério do Filho Jesus, que é seu Criador e seu Redentor.

LA-SALETTE

LA-SALETTE

Além disso, como a Igreja sempre reconheceu na Virgem Mãe sua própria figura e ao mesmo tempo a figura da única alma fiel, a iconografia mariana torna-se uma simbólica exemplificação do relacionamento multiforme que une o crente a Cristo.

Essa relação – seja ela Maria, a Igreja ou o crente individual – está necessariamente inserida na dimensão temporal, característica da existência humana e, em particular, da História da Salvação. Certamente, Maria viveu esta dimensão temporal de uma forma única, e na plenitude.

Fonte:
MUZJ, Maria Giovanna. Il linguaggio catechetico dell’iconografia mariana.
OPIE, J. L.; ZOTTOLA, Alessandra. L’immagine dell’invisibile – I santi, le feste e i miracoli nelle icone russe. Pontificia Università Urbaniana – 2001.

Por Prof. Delci Filho

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