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Discípulos de Emaús ou discípulos de Jesus?

De Dentro Geral, Terra Santa Em 13/04/2018


“A ceia de Emaús” de Matthias Stom, Museu Thyssen-Bornemisza.

Dois homens percorrem a estrada que vai para Emaús: talvez estivessem retornando para casa depois de terem assistido aos fatos trágicos que aconteceram em Jerusalém. No coração, a escuridão e na mente somente um “Tudo acabou! Esperávamos, mas agora não tem nada mais para esperar”. Olhar baixo, passo cansado, tristeza, enfim. Eles não levantam o olhar nem mesmo para ver o peregrino desconhecido que se aproxima.

O texto do Evangelho que a liturgia nos propõe pode ser definido como a melhor síntese de todas as aparições de Jesus. Ele faz uma pequena catequese para os dois discípulos. Uma catequese kerygmática, ou seja, contém o anúncio, o kerygma da salvação, que se cumpriu em Jesus conforme anunciado pelos profetas. Sem a ação de Jesus ressuscitado não se compreende as Escrituras e sem a inteligência das Escrituras, não se compreende quem é Jesus e o significado do caminho por ele percorrido. Ele não está somente recordando o passado. Ele interpreta as Escrituras e faz descobrir o significado de tudo o que aconteceu. Desse modo, por meio das Escrituras, os dois discípulos encontram o sentido do mistério de Jesus: da sua paixão, morte e ressurreição. Portanto, Ressuscitado, ajuda os discípulos a superar o momento de crise explicando as Escrituras e abrindo a mente deles para entendê-las.

É verdade que a vida às vezes é como uma dura viagem, com seus perigos, dificuldades e desilusões, mas não o será mais se formos sustentados pela fé de quem caminha com e rumo a Jesus ressuscitado. Esta liturgia nos oferece a oportunidade de abrir o coração, a mente, os olhos e todos os sentidos, para um encontro vivo com o Senhor como aconteceu pelas estradas de Emaús. Eles tiveram que decidir: permanecer em Emaús ou retornar para Jerusalém. Em Emaús, teriam comodidade aparente, mas viveriam no vazio de sentido por causa do medo, e na ausência de esperança por causa da fuga. Eles descobriram que era necessário voltar a Jerusalém. Que o lugar deles era no Cenáculo; lugar onde com Jesus celebraram a Última Ceia e Jesus partiu o pão, como sinal de seu amor incondicional e de sua entrega total.

“Verdadeiramente, o Senhor ressuscitou” é a proclamação que ressoa no Cenáculo em Jerusalém, como testemunho de uma experiência vivida (“não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras”? Esta é a voz daqueles que reconheceram o Senhor no partir o pão.

Visitando o Cenáculo, em Jerusalém


Vivenciar a fé durante uma peregrinação nos faz relembrar acontecimentos bíblicos como este. Por isso, quando estiver visitando o Cenáculo esteja com o coração aberto para se deixar iluminar pela Ressurreição do Senhor. Para ler mais sobre a história e a visita ao Cenáculo, clique aqui.

 
 
Fonte:

  • Bíblia Sagrada

 

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