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As Frutificações de Jericó

De Dentro Geral, Terra Santa Em 16/02/2018


Atualizado em 30/06/2020,

 

Peregrinando de Casa pela Terra Santa podemos conhecer lugares extremamente importantes. Saber mais sobre locais que foram palcos dos ensinamentos de Jesus é muito edificante! Enquanto ainda não podemos caminhar com nossos próprios pés por esses lugares, aproveitamos para nos munir de conhecimento e alento. E hoje vamos saber mais sobre Jericó.

Você sabia que Jericó é considerada a cidade mais antiga do mundo? Isso mesmo! Estima-se que seus primeiros habitantes tenham chegado no ano de 9600 a.C. Hoje a cidade abriga cerca de 20 mil habitantes. Mas o mais importante para nós, são os fatos bíblico relacionados à Jericó!

No caminho de Jesus

Vamos começar sabendo da importância de Jericó nas passagens bíblicas? Ao passar pelo deserto, Jesus entra em uma zona de sombras, de provas, porque o deserto é terra de provas, e tentações. Jesus está caminhando sobre as pegadas deixadas pelos enviados por Deus. Ele revive toda a história de Israel, que uma vez liberado da escravidão no Egito, foi posto à prova no deserto para ver a capacidade de permanecer fiel à Aliança. Desse modo, Jesus sabe que deve preparar-se para aquela que será a prova, a luta cotidiana até a morte.
Ele permanece no deserto por quarenta dias, continuamente tentado por Satanás. A sua luta é corpo a corpo; é uma luta interior por meio da qual deve aprender a obediência de Filho. E para isso, ele se esvazia de si mesmo e se rebaixa para fazer a vontade do Pai. Neste sentido, o deserto se transforma em um lugar de experiência, de silêncio, de escuta e de escolhas.

O Monte das Tentações

As tentações aconteceram no deserto de Judá, um lugar que a tradição identifica com Jebel Garantal, o Monte da Quarentena, que se eleva sobre a planície de Jericó.

Jericó é mencionada no Antigo Testamento, no livro de Josué ao capítulo 6, como a cidade sitiada pelos israelitas, que depois destroem suas muralhas ao som das trombetas e com a ajuda de Deus.

Sobre o Monte de Jebel Qarantal, os evangelhos sinóticos colocam um momento especial da vida de Jesus, quando imediatamente depois do seu Batismo, Ele se retirou por quarenta dias e quarenta noites a jejuar no deserto. E neste período, Jesus foi tentado três vezes por Satanás. As tentações tendiam a fazer com que Jesus colocasse em segundo plano o primado de Deus para substituí-lo pelos prazeres da carne. Em Mateus, temos descrita a passagem e a ida de Satanás “Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam. (Mateus 4,10-11)

O Mosteiro Greco-ortodoxo das Tentações

Sobre o lugar, onde segundo a tradição, Jesus foi tentado pelo diabo, existe desde 1895, sobre precedentes construções bizantinas e cruzadas, o mosteiro grego-ortodoxo das Tentações, cravado nas rochas. Desta forma, pode-se dizer que o Monte das Tentações e o Mosteiro, contêm a gruta onde Jesus consagrou a primeira Quaresma do Novo Testamento.

O encontro de Jesus com Zaqueu

No centro da cidade de Jericó está a árvore do sicômoro que é uma das mais antigas da Terra Santa, sendo conhecida também como a “árvore de Zaqueu”.

Esta árvore é bastante emblemática e nos remete ao encontro de Jesus com Zaqueu. No capítulo 19 do Evangelho de São Lucas, vemos ser retratado esse encontro emblemático. Zaqueu era um coletor de impostos e era odiado pelos judeus pela sua crueldade. Mas ele já tinha ouvido as palavras de Jesus e queria muito vê-lo quando soube de Sua passagem pela cidade. Por ser um homem baixinho, subiu no topo de uma árvore para que pudesse avistar Jesus enquanto ele passava por Jericó. E temos em Lucas a resposta de Jesus à Zaqueu “E quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa.” (Lucas 19, 5)

Como Zaqueu

Muitos de nós também buscamos Jesus e não mediríamos esforços para vê-lo ou ouvi-lo, assim como fez Zaqueu. A árvore que Zaqueu subiu serve como um símbolo dos esforços e da vontade que ele teve de estar mais perto de Jesus e seguir Seus ensinamentos. Hoje, o sicômoro que encontramos em Jericó é símbolo dessa busca e da vontade do homem em seguir e se esforçar para alcançar os desígnios do Pai. Nós também devemos nos esforçar para estarmos mais próximos Dele. Afinal, quais caminhos não percorreríamos e quais árvores não subiríamos para ficar mais perto de Jesus ?!

As tâmaras da Terra Santa

É pensando na renovação da fé e no encontro com Deus, que muitas pessoas procuram fazer peregrinações à Terra Santa. E quando estão lá trazem algumas “lembrancinhas”. Se você já provou alguma tâmara trazida da Terra Santa, ou mesmo quando esteve lá, sabe que elas são extremamente saborosas e doces.

As tâmaras são muito comuns na Terra Santa e normalmente são compradas para serem dadas como presentes. Mas muitas vezes nossos peregrinos aproveitam a semente da fruta e plantam em suas casas para ver se conseguem reproduzir essa delícia.

No nosso texto sobre As pedras dos peregrinos falamos bastante sobre o significado do que trazemos da Terra Santa. Essas “lembrancinhas” revelam o desejo de nos conectarmos mais com o sagrado e acabam sendo usadas para nos lembrar desse propósito. E por isso, convidamos alguns de nossos peregrinos para nos mostrar como estão as suas árvores que nasceram das tâmaras vindas da Terra Santa.

Uma terra com muito leite e mel

Além de uma iguaria bastante popular, a tâmara também é recorrentemente citada na Bíblia. A palavra tâmara aparece por mais de doze vezes, o que mostra que a árvore era bastante comum também na época de Jesus. Além disso, uma curiosidade interessante é que quando encontramos referências bíblicas sobre mel, na verdade não se trata do mel de abelha, mas do mel das tâmaras. Isso se deve ao fato de que, apenas no final do século XIX se iniciou a produção de mel de abelhas nas terras de Israel. Podemos encontrara diversas citações bíblicas referentes ao mel :

“ A uma terra que mana leite e mel; porque eu não subirei no meio de ti, porquanto és povo de dura cerviz, para que te não consuma eu no caminho.” (Êxodo 3, 33)

A tâmara e seu mel são exemplos de frutificações da Terra Santa. Além da popularidade da tâmara, o que frutificou verdadeiramente em toda Jericó foram as palavras e os ensinamentos de Jesus. Que esse doce sabor das tâmaras possa te fazer lembrar da doçura do amor de Jesus que sempre frutifica em nós.

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