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A multiplicação dos pães em Tabgha

De Dentro Geral, Terra Santa Em 20/07/2018


Os Evangelhos narram que Jesus amava retirar-se para lugares solitários para poder orar em silêncio, encontrar com as pessoas e ensinar. A tradição identificou este lugar com Tabgha, em Betsaida, que significa “sete fontes”. Trata-se de uma localidade situada às margens setentrional do lago da Galiléia, aproximadamente a três quilômetros ao sul de Cafarnaum e doze quilômetros ao norte de Tiberíades. Em Tabgha se pode recordar de três episódios evangélicos: o discurso da montanha (Mt 5-7), a multiplicação dos pães e dos peixes (Jo 6,1ss) e o primado de Pedro (Jo 21) com a aparição de Jesus ressuscitado aos apóstolos.

A Igreja bizantina

A igreja bizantina, edificada no local da multiplicação de pães e peixes, foi construída na época do patriarca Martírio entre o quinto e o sexto séculos. Desse prédio, destruído no século VII e reconstruído em 1982 por monges beneditinos, é possível admirar alguns mosaicos que representam a flora e a fauna do local. Entre eles está o mosaico que representa uma cesta com quatro pães e dois peixes, localizada ao pé do altar, perto da pedra que lembra o fato do Evangelho. Pães e peixes são símbolos cristãos muito antigos da Igreja primitiva e testificam a fé nas margens do lago da Galileia. O mosaico representa apenas quatro pães: o quinto é o pão celestial da Eucaristia: “o pão vivo que desceu do céu” (Jo 6, 51), que alimenta o corpo e alma dos crentes. Neste lugar, Jesus alimentou a multidão de pessoas que o seguia. Durante a reconstrução da basílica foram encontradas as fundações de um antigo edifício de culto que remonta ao século IV. Ela testifica a veneração do lugar pela comunidade cristã primitiva que guardava o santuário e sua memória.

O incêndio de 2015

Numa ação anticristã no norte de Israel, desconhecidos incendiaram a igreja de Tabgha, às margens do Mar da Galileia, conhecida pelo milagre da multiplicação dos pães e peixes realizada por Jesus. No lugar foi encontrada uma escrita em vermelho de um verso em hebraico contra “os falsos deuses” que sugere que tenha sido uma ação de judeus ultra-ortodoxos, conforme relataram os bombeiros israelenses. O incêndio foi iniciado a partir de vários pontos, confirmando que era uma ação maliciosa. As chamas foram rapidamente dominadas pelos bombeiros, mas um prédio dentro do complexo foi completamente destruído, enquanto que a igreja não sofreu grandes danos. Em particular, os mosaicos do quinto século, recentemente restaurados, foram salvos. A igreja, reconstruída em calcário em 1980 sobre as ruínas de uma basílica da Era bizantina, fica no ponto onde a tradição cristã acredita que Jesus tenha alimentado 5.000 pessoas, multiplicando cinco pães e dois peixes. Depois de quase dois anos fechada, por causa desse incêndio, a Igreja foi reaberta aos peregrinos em 2017.

Imagem: A fachada da Igreja da Multiplicação dos pães e dos peixes em Tabgha – Avvenire.it.

A Igreja do Primado de Pedro

A capela franciscana é pequena e construída em pedra cinza, com uma torre modesta em um canto. Um texto atribuído à peregrina Egéria, que visitou a Palestina no século IV, oferece-nos um testemunho eloquente da memória cristã sobre Tabgha. Ela relatou que ao lado da Igreja dos pães e dos peixes, havia alguns degraus de pedra onde o Senhor estava na praia (Cf. Jo 21,4).

As investigações arqueológicas realizadas em 1969 confirmaram que debaixo da Igreja do Primado se encontram restos de dois santuários mais antigos; do primeiro, datado de finais do século IV, estão visíveis alguns fragmentos das suas paredes com reboco branco; o segundo, construído cem anos mais tarde em pedra basáltica, é reconhecível nos muros circundantes. Ambos tinham como centro uma rocha chamada pelos peregrinos ‘Mensa Christi’, que se continua a venerar, atualmente, diante do altar como o local da refeição com os Apóstolos. Além disso, os degraus referidos por Egéria podem observar-se no exterior, no lado sul da capela, protegidos por uma vedação. Segundo esta tradição, referem-se ao sítio a partir do qual Jesus teria indicado aos discípulos que estavam na barca que lançassem a rede para a sua direita, durante a aparição do Senhor ressuscitado que São João narra no final do seu evangelho (Cf. Jo 21, 2-14).

Com a SacraTour você pode entrar na mística desses Lugares Santos, que são parte essencial do cristianismo desde os primeiros séculos. Por isso, a importância das peregrinações e o desejo de cada cristão de ver e tocar esses lugares que explicam a história de Cristo, cuja presença se faz real e tangível no percurso das “memórias” que atestam sua passagem sobre esta terra.

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1 comentário

  • Eunice pires da conceiçao 2 ANOS AGO

    👩Bom dia pretendo sim viajar se Deus permitir ,so' que agora não posso,se Deus permitir futuramente amem obrigado a Paz de Jesus! 🌼🍃

    Responder

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